Dom do Dinis


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Diário

Fisioterapia


Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

Hoje na praia o tempo não ajudou muito, mas o nosso rapaz esteve a andar de joelhos por todo lado e mais de uma vez se arriscou a andar sem apoio por iniciativa própria e sozinho, até chamei a Paula para que ela o visse a se aventurar. Esteve muito bem, sempre a surpreender pela positiva. Ele tem relutado muito em dividir a "Calolina", tanto que assim que chega e me vê com os outros já fecha a cara... e se eu estou a fazer algum jogo com ele e os outros também querem fazer, ele fica logo zangado ou faz uma birrinha... tenho tentado sempre contornar esses comportamentos mas não tenho tido muito sucesso... afinal, em dois anos, ele nunca teve que dividir minha atenção com ninguém! Mas pronto, nos exercícios, no equilíbrio, na força, na confiança... ele está cada vez melhor.

terça-feira, 12 de Julho de 2011 15:21

Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

Mas então, queria contar sobre a praia na quarta-feira... foi simplesmente incrível, como só o Dinis sabe ser. Fiz algumas mobilizações, treino de marcha com ponto-chave, e por último mas não menos importante, mostrei-lhe que cair na areia não dói: deixei que ele me empurrasse para que eu caísse, o que ele achou a maior graça é claro. Uns minutos depois, ele estava agarrado à perna da Paula e eu chamei-o e ele veio andando sem apoio até mim, ao que chamei a atenção da Paula e da Fernanda para que vissem. Daí em diante, ele esteve a caminhar sem dar a mão, super a vontade e sem medo, apesar dos eventuais desequilíbrios (principalmente quando passava o furacão Leonor!). Pedi à Fernanda que o chamasse para eu filmar e assim foi. Foi incrível, fiquei mesmo contente.

seg 11-07-2011 12:06

Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

"Ontem na praia o Dinis me surpreendeu pela positiva (como sempre faz). Esteve sempre muito bem disposto, pronto a aceitar os desafios que aquele ambiente proporcionava. Ficou um pouco incomodado em dividir a "Calolina", mas foi tudo muito bem. Andou sempre no chão como eu disse, e chegou um ponto que começou a querer ficar em pé na areia sem dar a mão: até chamei atenção à Fernanda para que ela visse, ele em pé na areia sozinho, distraído, por vezes dando um passo. Os principais objectivos que podem ser atingidos neste ambiente incluem justamente a melhora do equilíbrio e a integração sensorial, e achei que ele foi muito bem para o primeiro dia. Adorou a água, não teve medo dos "repuxos", queria mais e mais."

ter 05-07-2011 21:47

Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

"Realmente o amor de uma criança tão especial como o Dinis não tem preço e é dos tesouros mais preciosos que tenho! As nossas aventuras... ah, como eu queria ter uma câmara sempre comigo para registar e partilhar os momentos tão únicos que passamos juntos! Ele sempre me surpreende com gestos, palavras, aquisições, conquistas... eu proponho desafios nas nossas terapias, mas ele é tão valente que propõe-se a si próprio desafios ainda mais difíceis, e isso é sempre... subir os degraus sem segurar, descer um degrau de costas, subir a rampa sem apoio, procurar superfícies irregulares para andar... enfim, ele quer conseguir e isso me dá a segurança de que ele voará cada vez mais alto - à maneira dele, mas voará... não me canso de dizer que ele é incrível e que vocês estão de parabéns pelo filho maravilhoso que têm. Ele está cada vez mais traquininha, já me engana do tipo "ohh... a bola não ta cá..." e eu acredito né, e depois ele se ri e mostra que afinal estava... também já "tira sarro", outro dia ele foi por a mão em uma porta e estava lá um bichinho e eu disse "ai um bicho... Dinis, não mexe... um bicho..." e ele passou o resto do tempo a dizer "AI, um bicho...!" mesmo com aquela voz de quem estava tirando sarro da minha atitude... olha, não conseguia parar de rir... e agora quando pergunto "quem é a minha figurinha?" ele diz logo "sou eu!"... poxa vida, ele é mesmo demais! E tem dito frases mesmo completas do tipo "O que é aquilo, Carolina?" " Tá escuro, acende a luz!" "Já não tá molhado o chão..." "a bola laranja tá ali em cima" e muitas outras... ele tem evoluído de uma forma linda de se ver, em todos os níveis... Bom, isso são só algumas gracinhas, sobre os aspectos motores falamos na reunião de quarta-feira!
Ah, a música da dona aranha costumamos cantar mesmo!"

qui 03-03-2011 13:32

Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

Boa noite amigos, como estão?

Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

dom 30-01-2011 21:41

Simplesmente Dinis

No final do mês de Junho de 2009, já a acabar um ano letivo, a equipe de Intervenção Precoce entrou em contato comigo, quando eu estava no carro, e disse: “uma criança precisa de Fisioterapia – quer fazer a avaliação agora ou quando iniciar o próximo ano (apenas em Setembro)?” A pergunta veio neste sentido porque o meu horário para a Intervenção Precoce era bastante limitado e já estava “sobrelotado”, sem possibilidade de acrescentar uma nova criança. Lembro-me perfeitamente desse dia, do meu entusiasmo frente aos meus familiares: “vou ter mais uma criança! Chama-se Dinis e tem apenas um ano!”… Não via a hora de conhecer, observar, avaliar, conversar com a família… por amar o que faço, ainda não aprendi o que é trabalhar! E cada criança nova traz novos desafios, novas conquistas, novos laços…

E como não poderia ser diferente, aceitei o desafio: fui conversar com os pais e conhecer a criança. O Dinis estava na sala, com os colegas, enquanto acontecia a reunião entre os pais, eu e a educadora de Intervenção Precoce. Fiquei a saber que tratava-se de uma criança com uma doença rara, que o prognóstico era incerto, que a visão e a parte motora estavam seriamente comprometidas. Eu ainda não tinha visto o Dinis, mas pela descrição dos pais de uma coisa tive logo a certeza: estes pais são capazes de ir à Lua se estiver lá a qualidade de vida do menino. E a partir daí, mesmo antes de me encantar por aqueles olhos lindos, assumi o compromisso de iniciar a intervenção duas vezes por semana, mesmo não cabendo no meu horário, porque era o mínimo que eu podia fazer para reduzir a distância da Lua. Lembro-me de questionar sobre o que o Dinis fazia e quais eram os principais objetivos dos pais. Naquela época, o Dinis não conseguia sair do lugar, não se mexia sozinho – se o deixassem deitado, ele mantinha-se deitado, se o colocassem sentado, assim permanecia e se ficasse em pé com apoio das duas mãos, era capaz de dar alguns passinhos. Disseram-me logo que ele possuía aumento do tónus axial, ou seja, o tronco mais rígido, e lembro-me então de os ter alertado que a Fisioterapia não era um milagre, que era preciso muito trabalho, e que podia ser que o Dinis andasse sem passar por gatinhar – dado ao aumento do tónus que dificulta a dissociação das cinturas. Apesar de estar no início da minha vida profissional, os pais aceitaram a minha intervenção e decidiram apostar no meu trabalho.

Fui então conhecer o Dinis. Dentre tantas crianças, não o identifiquei assim que entrei. A Educadora de Intervenção Precoce – Otília, que foi a porta de entrada do Dinis no meu caminho e que tem desenvolvido um trabalho fantástico não só com ele mas com todos que fazem parte da equipe – mostrou-me o Dinis. Assim que nossos olhos estavam todos sobre ele, sua primeira reação foi chorar! Por essa razão, preferi nesse dia não intervir apenas com olhos clínicos, mas sim conhecer a criança e apostar na relação, para que ele pudesse vir a confiar em mim, porque ninguém aprende chorando. É claro que enquanto interagia com ele, analisava alguns movimentos, mas tudo de forma muito natural e descontraída. Ele parou de chorar, mas mantinha a desconfiança de que algo estranho estava acontecendo. Não parecia ter grande interesse nos brinquedos, nem intenção de os ir buscar. Mas tinha os olhos alagados mais lindos e um sorriso encantador. Foi amor à primeira vista!

A partir daí, iniciamos o nosso trabalho. Arregacei as mangas e fiz o que faço sempre: acreditei que era possível e apliquei todo meu conhecimento, com o máximo de empenho e amor. E foi simplesmente incrível, inexplicável, impressionante e maravilhoso o progresso dessa criança. Logo no primeiro mês, fiquei estupefacta e, se pudesse, tinha retirado aquela frase que havia dito aos pais, que não iria acontecer nenhum milagre… isso porque, em apenas um mês, o Dinis não só aprendeu a sair do lugar como também a gatinhar, passar de sentado para ajoelhado, de ajoelhado para em pé com apoio, a “escalar” os colchões… a explorar o mundo que o cercava. Inclusive já andava com apoio e dava poucos passinhos sem segurar. A minha relação com ele já era natural, ele sabia que não precisava temer que eu não o deixaria cair. E no meio de tantas brincadeiras ele foi aprendendo a mover-se e ganhou asas.

Os meses foram passando e muitas pessoas trabalharam para um Dinis “vitaminado”. Quem conhece o Dinis, ou quem ao menos já o viu uma vez, sabe qual é o principal ingrediente de suas conquistas: o Amor.

Eu passei a filmar algumas intervenções porque o Dinis era a única criança que eu atendia e que os pais não tinham a possibilidade de acompanhar de perto o meu trabalho, então era uma forma de mostrar-lhes o que andávamos a aprontar lá pela Casa do Povo.

Esses pais… esses pais são pais de verdade, pais de coragem, de determinação, de humildade, de Amor… amor incondicional não só pelo filho, mas pela causa e por tudo que a cerca. São pais que não baixam os braços até virem acontecer, são pais que lutam incontestavelmente pelo Dinis e por todos aqueles que precisam… imagina só, é incrível… devem passar por situações muito complicadas, dentre consultas, cirurgias, anestesias, angústias, incertezas… e mesmo assim têm o maior coração do mundo e estendem a mão para todos os que precisam. São seres humanos na essência da palavra, não estão ligados no “on” a ver a vida passar como meros espectadores, mas sim como estrelas na vida de todos que os conhecem – e dos que não conhecem também. Ao longo do tempo, passaram a ser nossos Amigos, meu e do Sérgio (meu amado marido), e é com muito orgulho. Espero que ainda tenhamos muitos encontros, muitas risadas, muitas conversas e muita picanha! Tenho a certeza que essas duas pessoas já transformaram o mundo de muita gente e não tenho palavras para dizer o quão especial são: basta olhar para o Dinis que é possível entender do que estou a falar. O Dinis é um milagre, é uma força da Natureza, é alguém que veio nos mostrar que tudo é possível, basta acreditar e apostar. O Dinis é uma criança que coloca uma interrogação no rosto dos médicos e cientistas, e de todos aqueles que trabalham apenas com a razão: uma criança com resultados de exames tão drásticos pode ser esta criança que brinca, anda, fala, compreende, memoriza… enfim, é criança. Como isso é possível? E aqui descrevo uma possível receita para este caso único e tão especial:

Doses infinitas de Amor + Convicção de que sim, é possível + Uma família estruturada e fantástica + Estimulação diária + Pessoas empenhadas e determinadas a trabalhar com ele e por ele, direta ou indiretamente + Inclusão verdadeira com os pares + Fatores Intrínsecos e pessoais do Dinis (que é um verdadeiro guerreiro).

O mano… conheço muito pouco o Gonçalo, mas já o vi e já li suas palavras. É claro que também é um menino fantástico, que cresceu depressa mas que ainda tem a alegria de uma criança, apesar de possuir a sabedoria que muitos adultos infelizmente não possuem. As palavras desse mano tão especial tocaram o meu coração de uma maneira indescritível, e tenho a certeza que o Dinis tem um modelo maravilhoso para se espelhar, para se orgulhar e para caminhar ao lado dele.

Hoje, tendo trabalhado quase dois anos com o Dinis, penso em como descrevê-lo… ora, o Dinis é uma excelente maneira de começar o dia! Os dias que estou com ele logo pela manhã são demais, porque somos eu e ele a trabalhar, a brincar, a rir, a descobrir… longe das confusões e das burocracias dos adultos. O Dinis é esperto demais, tem uma memória de elefante, é determinado, sabe bem o que quer e faz o que for preciso para conseguir (deve haver algum fator genético, porque assim também são os pais!). O Dinis é extremamente carinhoso, espontâneo, curioso, bem disposto… e todos os dias que estou com ele dividimos risadas (porque ele diz cada uma!) e multiplicamos aprendizagens. O Dinis é mais que especial, é “a minha figurinha” que levo sempre comigo no coração.

Dinis, quando você crescer e aprender a ler estas palavras todas, espero estar ao seu lado para continuar a vibrar com as suas vitórias… com certeza lembrar-se-á de mim e das nossas aventuras, e de muitas coisas que aprendemos juntos. Quero que nunca se esqueça daquilo que um dia lhe falei: nunca diga “não consigo”, porque você consegue SIM, você é capaz, você já tocou a vida de tanta gente… quando algo parecer difícil demais, encare como mais um desafio para ser vencido, como todos aqueles que você já venceu e continua a vencer. E muito obrigada, minha figurinha, por cada gesto espontâneo, cada sorriso, cada abraço, cada palavra… deixo aqui o meu beijinho e aquele abraço, mandando as minhas energias positivas e orações diariamente para você e para a sua família linda.





Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]



ter 22-06-2010 17:17

Oi Sofia, como está?

É com muita satisfação que recebo e leio o seu e-mail. Imagino toda a sua correria e agradeço por arrumar sempre um tempinho para responder as minhas mensagens!

Quanto à continuidade da minha presença no caminho do Dinis, pode ter a certeza que estarei sempre ao lado dele enquanto assim o quiserem, seja como terapeuta ou apenas como amiga. Para mim é um prazer enorme estar com ele, trabalhar com ele, evoluir com ele. Realmente foi maravilhoso poder assistir à apresentação do Dinis junto de seus amiguinhos. É bom demais sentir que o meu trabalho contribuiu - pelo menos um pouquinho - para tornar esses dias possíveis, onde ele pode simplesmente ser criança e estar completamente incluído com seus pares. Foi lindo demais ver todo seu brilho "em palco", toda a vida que ele esbanja, sem parar um único segundo: e graças a Deus!

O meu trabalho com ele continua na mesma linha. Tenho notado alguns progressos relativamente à própria marcha. Como temos ido sempre à outra escola, tenho de certa forma "contabilizado" todas as vezes que o Dinis tropeça no caminho de ida e volta. O caminho é longo e inclui o piso completamente irregular, rampas, degraus, distrações. O único momento em que o pego no colo durante esse caminho é para atravessar aquela rua maior, devido à maior afluência de carros. E já posso dizer que, em um mês, o Dinis reduziu seus tropeços pela metade. Não sei se verificam isso também no dia-a-dia, mas ele chegava a tropeçar em média 18 vezes - da porta da escola até a porta da outra, contando ida e volta. Agora esse número já caiu pela metade. Também estou sempre chamando a atenção dele para olhar para frente (quando ele olha para trás ou para o lado, eu páro e digo "olha pra frente"). O caminho todo é feito de mãos dadas, como é óbvio. Ah, tenho que dizer que há duas semanas tive uma conversa muito séria com ele!! Sempre que tentava algo, dizia "não consigo". Quando ouvi isso da boca dele, nem quis acreditar! Falei sério com ele, disse que ele consegue sim tudo que ele quiser. E sempre que precisar, é só pedir ajuda e não dizer que "não consegue". Não sei até que ponto uma criança de 2 aninhos é capaz de processar essa informação tão subjetiva, mas uma coisa é verdade: nunca mais o ouvi dizer que não consegue.

Fantástica também é a memória do Dinis. Quando ele abre uma das portinhas com uma chave, tem coisas que não é suposto mexer e eu sempre dizia que era da Paula. Ele sempre que abria, reforçava a idéia. Aí, há mais ou menos duas semanas, resolvi complicar um pouco. Como são várias coisas lá dentro, eu disse "isto é da Paula, isto é da Carolina". Na outra sessão, ele abriu a porta e lembrou-se exatamente o quê era de quem. Aí acrescentei mais uma " isto é da Paula, isto é da Carolina, isto é da Otília". E ele na outra sessão relacionou o objeto ao nome que eu havia dito, corretamente. Depois ainda acrescentei a Graça. E ontem ele novamente me surpreendeu, relacionando quatro objetos às quatro pessoas, sem eu ter que relembrá-lo de nada. Ele é mesmo fantástico, espero que em um pedacinho dessa super memória caibam alguns dos nossos momentos!

Um beijinho do tamanho do mundo a todos vocês.

Obs: Obrigada pela foto que me enviou no e-mail, impossível não sorrir frente a esse sorriso maravilhoso de uma criança fantástica como o Dinis!

Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

qua 19-05-2010 20:23

Boa noite Ana, como está?

Estive hoje com o Dinis e ele está mesmo um rapaz crescido! Realmente com as cores é fantástico, hoje ele disse uma frase que eu até fiquei espantada: "caiu a tampa azul" ! Eu acho isso extremamente complexo, ele é mesmo demais! Fizemos hoje alguns jogos com a bola que exigia coordenação e equilíbrio, e ele aderiu muito bem, sempre querendo se superar cada vez mais! Ele é super esperto e realmente é bom demais ver suas evoluções dia após dia. Deu para ver que vocês trabalharam as escadas, ele já está um expert nisso! O Dinis aprende com uma velocidade incrível! E tem estado super bem disposto, o que facilita o trabalho de todas nós!!

Um excelente fim de semana para vocês, que possam descansar e se divertir, tudo na medida certa!!

Um grande beijinho,

Carolina (agora já não é kilica, é calica! - ele é simplesmente demais!)


Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

qua 19-05-2010 20:23

Boa noite Ana, como está?

Estive hoje com o Dinis, fomos para a outra escola e foi simplesmente fantástico. Ele colocou duas vezes a chave na fechadura e realizou mais uma grande aquisição: subiu cinco degraus com apenas o apoio de uma mão no corrimão - passados esses degraus, ele fez o que costuma fazer que é subir de lado com o apoio das duas mãos. Mas fiquei muito contente, porque não pensei que ele fosse adquirir isso tão depressa - primeiro porque ele é novo e segundo porque tem a estatura baixa (as pernas são curtas relativamente aos degraus). Mas esse pinguinho não se cansa de me surpreender!!! Ele é incrível mesmo. E me faz rir demais com os comentários dele, fala tudo! Eu achei uma graça quando estávamos descendo as escadas eu disse "cuidado", e ele foi dizendo "cuidado, cuidado..." a cada degrau que descia! É bom demais estar com ele e trabalhar com ele!

E quando penso que você é a mãe de uma das crianças mais especiais e mais fortes que conheci - e sem dúvida a criança que mais me surpreendeu na vida - eu só posso pensar: tudo faz sentido! É claro que o Dinis sorri como sorri, evolui como evolui, brinca como brinca, aprende como aprende, vive como vive, e insiste em traçar um caminho iluminado, desbravando tudo em seu caminho: ele tem uma mãe fantástica e maravilhosa, além de uma família unida e cheia da força mais poderosa do universo: o Amor.

Um beijinho e um abraço apertado da amiga

Carolina.


Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

seg 17-05-2010 16:52

Boa tarde Ana,

Realmente, eu também tenho sentido o Dinis cada vez mais interessado, mais brincalhão e mais FELIZ, essa é mesmo a palavra. Já não o tenho visto fazer birras e nem queixas. Mesmo quando passamos por baixo do berço nos exercícios de estratégia, eu sempre digo "cuidado com a cabeça!" e ele aponta pra cabeça antes de entrar lá pra baixo e as vezes bate de leve na base do berço quando está lá embaixo, mas não liga nenhuma - naquele período "crítico" tudo era motivo pra fazer uma birrinha! Mas agora já está mais valente e tudo! Fico feliz que já notam uma maior vontade do Dinis em andar em terrenos irregulares e instáveis, ele está mesmo mais a vontade na terapia.

Fico extremamente honrada em fazer parte de uma das famílias mais lindas que já conheci e agradeço sempre a oportunidade que me deram para ajudar o tesourinho de vocês a chegar mais longe. O Dinis é o "pinguinho de gente" mais forte que já vi, é também um "pinguinho de Luz"!

Que a semana de vocês seja repleta de momentos felizes e muita saúde!

Um grande beijinho e muito obrigada!

Carolina.


Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

sex 14-05-2010 13:39

Olá Ana, como está?

Estive com o Dinis hoje e ele estava muito bem disposto, ainda melhor do que quarta, aderiu e colaborou muito bem com tudo, sempre a repetir o que eu dizia e sempre com um sorriso no rosto! Agora até de joelhos já anda! Ah, e pegou a tampa da garrafa azul e disse: tampa azul! É mesmo esperto esse pinguinho de gente!!! E já anda bem sem os sapatos no colchão, tem andado cada vez melhor! Vamos ver se notam diferença quando começar o calor e forem passear à praia!

Li as notícias no site do Dinis e consegui perceber melhor a delicadeza da situação nos olhinhos dele. Vou continuar orando pelo sucesso, pela independência e pela felicidade do Dinis.

Um óptimo fim-de-semana para a família mais guerreira que eu alguma vez conheci.

Carolina.


Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

qui 13-05-2010 12:08

Bom dia Ana,

A situação do Dinis é realmente muito delicada, mas a força e a vida que ele traz dentro dele é muito maior do que tudo isso. Ele é um grande herói e com certeza, em seus dois anos de vida, já ensinou muitas pessoas, mais até que um mestre ancião. O Dinis toca o coração de todos os que o vêem, ou simplesmente sabem dele. E ensina, todos os dias, o que cada um de nós precisamos aprender. Ele com certeza irá continuar a vencer cada batalha e será sempre feliz, no sentido mais amplo da palavra. Quando nos é fechada uma porta, Deus abre todas as janelas. O que o Dinis faz é curtir e aproveitar com o maior entusiasmo possível cada uma dessas janelas e sempre encontra uma saída.

Que bom que gostou dos vídeos, tive que deixar a câmara "esquecida" em um canto durante a terapia, porque nesse dia assim que ele me viu segurando a camera, mudou a atitude e começou a mandar tudo pro ar e fazer coisas desse tipo! Então deixei filmando sem dar importância àquilo e ele se comportou e colaborou, como viram. O vídeo de Janeiro foi para verem o registo dos tremores, que na altura inclusive me preocupou como referi em uma reunião nesse mês.

É bom "ouvir" as suas palavras referentes ao que vê do meu trabalho. A minha intenção é realmente o que disse: encontrar diferentes coisas que sei que ele é capaz de realizar com êxito, mas que no entanto não sejam fáceis. O que acaba por acontecer é que, se eu repito os mesmos jogos em duas semanas diferentes, ele leva muito menos tempo para realizá-los da segunda vez. Ele realmente aprende tudo com uma facilidade que dá gosto. Mesmo em relação às palavras e aos conceitos, ele sempre se lembra das nossas conversas anteriores. Em cima, em baixo, grande pequeno, este, aquele, os números, as cores... é impressionante. As garrafas que levo são diferentes, uma tem a tampa azul e a outra é vermelha. E eu costumo referir esses conceitos, e agora por iniciativa própria já aponta e diz. Com relação à motricidade, continuo a verificar evoluções e melhora do alinhamento durante a marcha. Também temos trabalhado estratégias para passar de um lugar para o outro, e ele também adere muito bem.

Realmente não tenho muitos "meios" para realizar as terapias, uso tudo o que posso e tudo o que consigo pensar que pode ser positivo para cada criança. Quando saio sempre entro em lojas de brinquedos a procura de "mais qualquer coisa", cada vez que assisto um vídeo de terapias no youtube vejo a enorme gama de possibilidades de materiais que só seriam possíveis se eu tivesse um lugar próprio para trabalhar... mas ao mesmo tempo penso que é mais valioso se eu levar as minhas mãos e as minhas ideias às minhas crianças - do que tirar as crianças de seu meio comum e trazer até os materiais que de fato seriam uma mais valia. Percebe o que quero dizer? Claro que seria ideal poder fazer as duas coisas em simultâneo, mas não é possível ainda. Obrigada mesmo pelas palavras, pelo valiosíssimo presente que elas significam. Realmente tenho pouca experiência e até acabo por cobrar isso de mim própria (mas com 24 anos como você poderia ter mais experiência, Carolina??!), porque trabalhar com criança é uma situação super delicada, porque sabemos que é a infância o período com maior plasticidade neuronal, o período onde mais adquirimos tudo o que podemos adquirir a nível motor, e cada um de nós só tem uma infância. E é neste sentido que agradeço do fundo do coração por confiarem em mim o tesouro mais precioso de vocês, e vou até onde for preciso para ter a certeza de que fiz tudo o que era possível fazer. Obrigada!

Beijinhos grandes a todos vocês!

Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

qua 05-05-2010 10:06

Bom dia Ana e Paulo, como estão?

Eu vi os relatórios e é sempre bom ter todas essas informações, principalmente no que se refere à história clínica do Dinis. Obrigada por enviarem. Tenho estado com o Dinis e, apesar dele continuar malandreco sempre a testar os limites, ele agora adere melhor à terapia e também se diverte, ri, conversa... o que não estava acontecendo durante aquelas duas semanas. E agora já vem ter comigo com um sorriso no rosto assim que me vê, como fazia antes! Por isso, o começo sendo bom, o resto flui mais facilmente também!

Eu tenho notado algumas pequenas alterações no Dinis, principalmente no que se refere aos reflexos. Quando ele está fazendo alguma actividade com a mão, se usa uma só, já não apresenta sempre aquele reflexo de preensão (fechar a outra mão e encolher os dedos dos pés). É sinal que ele está aparentemente perdendo esses reflexos, o que acaba por ajudar muito nas actividades bimanuais e também no equilíbrio - porque, como sabem, se o Dinis está em pé a realizar alguma actividade motora fina com as mãos, ele tem o equilíbrio reduzido não só pelos tremores, mas também pelo tal reflexo nos pezinhos. A "dessensibilização" desses reflexos não agrada nada o rapaz, que não gosta que eu lhe mexa nos pés, mas pelo visto está melhorando aos poucos.

A marcha vejo que está mais organizada, com excepção de quando ele aumenta a velocidade.

E a linguagem está demais! Ele repete o que a gente diz e, melhor que isso, se lembra na sessão seguinte das nomeações que foram feitas na sessão anterior.

Quanto à segundas-feiras, temos ido à outra escola e ele responde muito bem. Eventualmente encaixa a chave na fechadura sozinho e pede para abrir (relaciona que a chave serve para isso), sobe as escadas segurando no corrimão com as duas mãos ou comigo segurando a mão que não está no corrimão, mas já percebe que precisa avançar com a mão do corrimão (antes eu tinha que dar um sinal proximal no braço do corrimão para que ele o avançasse).

Enfim, penso que as coisas estão a correr melhor. Pensei em tentarmos o uso de ligaduras funcionais na tentativa de melhorar a pisada no chão e, consequentemente, a aferência proprioceptiva, mas acho que ainda é cedo - embora continue a ser uma ideia para daqui alguns meses, no caso de não melhorar a pisada. São uns adesivos sem cola que são colocados de forma estratégica de modo a melhorar o posicionamento para que as estruturas percebam que "é assim que se pisa". Mas no tempo certo, conversamos sobre isso!

Outra forma de melhorar a pisada é massajando o arco plantar e fortalecendo a musculatura inversora, que é uma musculatura complicada de trabalhar em crianças pequenas, mas mesmo assim temos trabalhado sempre que possível!

As coisas para o próximo ano ainda não estão definidas, então provavelmente teremos que esperar e esperar, como no ano passado.

Um grande beijinho e as melhoras para a constipação do nosso Dinis.

Carolina.

Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

28-04-2010 22:29

Olá Ana e Paulo, boa noite

A nossa reunião foi bastante produtiva e acho que estamos no caminho certo para oferecer as melhores ferramentas para que o Dinis seja o mais feliz e autónomo possível. Neste contexto, devo dividir com vocês pais a insegurança que por vezes sinto - com todos os meninos, mas em especial com o Dinis. Ao trabalhar com o Dinis, sempre sei o que estou fazendo e faço tudo o que sei, mas a insegurança se dá no sentido de às vezes pensar que devia saber mais e fazer mais, e como sabem, meu percurso profissional não é longo. Mas saibam que, apesar desta sensação às vezes me atormentar, eu não deixo que me abale e reconheço todas as conquistas do Dinis, que junto com o seu sorriso e sua força, além da confiança de vocês, me dão tudo o que eu preciso para estudar sempre e me tornar a cada dia uma melhor profissional.

Penso que acreditam no meu trabalho e agradeço por o terem feito desde o começo. Espero a cada dia corresponder a isto!

Como eu disse hoje, o Dinis voltou a colaborar nas terapias e espero que possamos voltar a ver as evoluções.

Envio aquela tabela que levei hoje à reunião. Digam se acham que alguma coisa deve ser alterada ou acrescentada.

Um grande beijinho com a maior admiração e dedicação à essa família linda.

Estou ao dispor.

Carolina.


Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

qua 21-04-2010 20:17

Hoje estive com o Dinis e, aparentemente, desde que mudei alguns “pormenores" da minha abordagem com ele, ele tem respondido muito melhor e colaborado mais / protestado menos. Esta idade é cheia de caprichos e temos mesmo que agir todos da mesma forma, pelo que de fato a reunião será muito importante. Ele está cada vez mais esperto e temos que ajudá-lo a usar toda essa esperteza ao seu favor!

Hoje achei impressionante e pude ver que é mesmo "malandrice" dele... assim que ele me viu e eu o convidei para vir comigo, ele deitou-se no chão (ainda de chupeta e fralda)... então fui até ele e trouxe-o no colo até a porta, e assim que saímos da sala dele, ele deu um sorriso e fez aquela carinha de malandro que só ele sabe fazer!! Aí coloquei-o no chão e fomos até a sala ao lado para deixar a chupeta e a fralda para irmos trabalhar na outra sala, e ele guardou as coisas e veio comigo muito satisfeito. Treinamos o tirar os sapatos e as meias, o equilíbrio, alguns alongamentos, a coordenação motora... enfim, hoje posso dizer que a terapia rendeu mais do que na semana passada! Ah, e achei uma graça o jeito que ele diz meu nome... e todas as outras coisas durante a nossa ida à outra escola, na segunda-feira!

Esta semana estou mais aliviada por ele estar colaborando mais, e tenho certeza que após a reunião as coisas vão melhorar ainda mais!

Agradeço por tudo e espero poder colaborar de forma positiva para o desenvolvimento do nosso herói.

Um beijo e até sexta-feira!

Carolina


Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

ter 06-04-2010 16:04

Olá Ana e Paulo, como estão?

Ontem estivemos na outra escolinha e foi muito divertido. Ele não se lembrava de algumas coisas corriqueiras, como segurar no corrimão, mas com alguma instrução ele se portou muito bem e colaborou com a terapia. Trabalhamos com as chaves, com os colchões, com as escadas... e com tudo isso, trabalhamos principalmente o equilíbrio, a coordenação motora global, fina, óculo-manual e bimanual, além das mobilizações e dissociação de movimentos. Percebi pela mobilização passiva que o tónus muscular do membro inferior parece menor (percebem que as pernas estão menos rígidas?). O tónus mais importante agora é o axial, que é o do tronco, que é provavelmente o que acaba por condicionar o padrão de marcha e o equilíbrio, junto com a alteração visual. Tenho tentado trabalhar com ele a "estratégia do passo", que é uma reacção de equilíbrio que ele ainda não tem consolidada até pela idade (é uma estratégia adquirida mais tarde), mas é importante para não cair frente ao desequilíbrio (se alguém nos empurra com força, damos um passo nessa direcção - é essa a reacção que quero que o Dinis tenha). As outras reacções ele usa, como a do tornozelo, do quadril e as estratégias de queda (dobrar-se e proteger a cabeça com os braços em frente). Ele consegue retomar o equilíbrio frente a pequenas instabilidades, mas quando estas são mais intensas, ele recorre à queda, como sabem. Apesar disso, é uma queda segura e semelhante às crianças de sua idade.

Também é importantíssimo perceber que a alteração visual interfere directamente no equilíbrio, pois para mantermos o equilíbrio são necessárias três grandes aferências: vestibular, proprioceptiva (ou somatossensorial que, resumindo, é a informação que os pés no chão enviam para o resto do corpo para correção da postura e para que sejam feitos os ajustes musculares e articulares para manter o equilíbrio) e visual. Quando um desses sistemas não é excelente, o corpo tem que compensar com os outros dois e é também neste contexto que o meu trabalho com o Dinis é realizado.

Me digam o que acham sobre os aspectos motores do Dinis para que eu tenha em consideração as horas todas que não estou com ele e as situações que não presencio. Se existe alguma coisa que acham que deve ser trabalhada além do que temos trabalhado, é só me dizer. Sabem que faço tudo o que posso e tudo o que sei para que o Dinis cresça o mais autónomo e feliz possível!

Ultimamente ele não tem demonstrado grande entusiasmo em vir comigo quando me vê, deita a cabeça e recorre ao miminho... mas passado um tempo, por iniciativa, me dá a mão para irmos trabalhar!

Um grande beijinho e até amanhã!

Carolina.


Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

sex 19-03-2010 20:55

Olá Ana e Paulo, como estão?

Hoje estive com o Dinis e ele esteve muito bem-disposto. No princípio, apontava para o móvel e fazia birra, eu não sabia o que ele queria... peguei-o no colo para que ele me mostrasse, e ele apontou exactamente para a gavetinha onde estava sua chupeta! Dei-lhe enquanto fazia um trabalho mais passivo e de dissociação dos movimentos, mas quando íamos para fora para o treino de equilíbrio e coordenação motora, pedi a chupeta e ele primeiro tentou me convencer, mas depois que viu que eu pedi de novo... aí me deu e foi todo satisfeito. Esteve mesmo muito bem, subiu no colchão alto sem se segurar (já não o via fazer isso há duas semanas)! Fiquei muito feliz com a terapia de hoje, pois notei que ele estava mais seguro nos movimentos, apesar do tónus. E também fiquei feliz em saber que poderemos utilizar a escada a partir da próxima semana! E é claro, as gracinhas, os miminhos e as pequenas conquistas frequentes do Dinis sempre recheiam o meu dia de alegria e satisfação.

Tenho a certeza de que sempre pensam no que é o melhor para o Dinis, e quero que saibam que estou inteiramente disponível para perguntas, sugestões ou qualquer outra coisa.

Um grande beijinho e um ótimo fim de semana para vocês todos!

Ah, e parabéns ao papai Paulo!


Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]



seg 23-02-2010 18:11



Olá Ana e Paulo!

Hoje foi mais um dia daqueles em que não aguentei e tive que encher o Dinis de beijinhos!!! Ele a cada dia que passa está mais engraçado, mais autónomo, quer fazer tudo sozinho, já diz muitas coisas... enfim, é sempre um enorme prazer trabalhar com ele! Hoje como fui à tarde, tivemos que ir à salinha. Ele, assim que me viu, aguardou que a Paula o calçasse, colocou-se de pé, veio até mim, pegou na minha mão e veio com uma cara de satisfeito! Parecia um rapazinho crescido! Ele reagiu muito bem à terapia e já posso acrescentar mais uma aquisição ao nível do equilíbrio e coordenação: ele já consegue subir para o colchão alto sozinho sem se segurar em nada, anda ali na superfície instável e desce também sem se segurar! É um degrau de aproximadamente 10 cm de altura, que ainda por cima é instável... Repetiu imensas vezes isso, até que passou a ser um movimento mesmo harmonioso e perfeito, sem insegurança ou desequilíbrios. O Dinis é mesmo incrível! Hoje também achei uma graça quando tiramos os colchões de dentro do berço que lá está e ele, em seguida, disse " não há mais!"...

Estou tentando arranjar um brinquedo que havia na minha época de colocar as chaves na fechadura para abrir portinhas... nunca encontrei... mas continuo na busca!

Sim, a posição sentado em W é adoptada por todas as crianças, inclusive alguns mais crescidos de 4 ou 5 anos, mas é importante contrariá-la para que as pernas não fiquem "tortas"! Claro que se for por curtos períodos de tempo não há qualquer problema, só não podemos deixar virar um hábito! Sentado no chão, preferencialmente com as pernas esticadas ou "a chinês".

Um grande beijinho e até amanhã!

Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]



seg 22-02-2010 18:25

Olá Ana e Paulo, como estão?

Foi com muita alegria que recebi as novidades do nosso grande herói que, no meio de tantos altos e baixos, consegue manter o sorriso mais lindo do mundo.

Gostaria de fazer um pequeno acréscimo, se me é permitido, referente às evoluções do Dinis. Como as principais aquisições ao nível da coordenação motora global já foram obtidas, talvez estas aquisições sejam menos visíveis, porém extremamente importantes e necessárias. O Dinis tem aprendido muito neste aspecto também! Já anda de lado sem se segurar em nada, e para trás também. Já anda de joelhos sem ter as mãos no chão. Já é capaz de subir sozinho para uma cadeira de sua altura (de joelhos ou direto de rabo). Já se equilibra muito bem (anda sobre um colchão alto sem apoio). Ainda é sensível aos empurrões, como os outros, mas outra coisa importante foi que aprendeu a cair. Chuta uma bola sem pisar em cima dela! Bate com os pés no chão (o que quer dizer que já aguenta aquele segundo em equilíbrio com um pé só). Claro que vocês já devem ter visto todos esses passos do Dinis, que passam despercebidos às vezes no meio de suas brincadeiras (o que é um ótimo sinal!), mas como faz parte do meu trabalho estimular essas pequenas e necessárias atitudes, acho importante referi-las a vocês para que acrescentem essas vitórias às muitas outras obtidas nos últimos meses!

Ao nível da coordenação motora fina, continuamos trabalhando. Principalmente no que se refere à preensão em pinça, colocação de objetos em pequenos orifícios (coordenação olho-mão) e jogos que exijam a utilização das duas mãos em simultâneo a desenvolverem tarefas distintas (coordenação bimanual).

Achei uma graça enorme quando, na sexta-feira, eu disse: "Agora vamos arrumar." e ele disse "arrumar!", foi directo ao colchão fininho que está no chão da sala, a tentar levantá-lo!! Isso porque se lembrou que quando estávamos na outra escola, era ele quem levantava o colchão do chão (por ser um movimento complexo que engloba força, equilíbrio e coordenação)... até hoje rio de lembrar essa reação de sexta-feira... e tive que enchê-lo de beijinhos porque não resisto!!!

Espero que tenham recebido minha mensagem no aniversário do Dinis!

Ah, já me ia esquecer de referir uma coisa muito importante: preciso que vocês contrariem a posição sentada no chão com as pernas em W. É uma posição muito tentadora para as crianças pois confere maior estabilidade, mas temos que ter cuidado pois é prejudicial à questão estrutural dos membros inferiores.

Um grande beijinho e até amanhã!

Carolina.

Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]

seg 08-02-2010 15:30

Relativamente ao novo espaço, ainda estamos em adaptação. Da primeira vez que atendi o Dinis na nova escola, ficamos em uma sala muito pequena, sem muito espaço e sem material. Ele esteve bem lá, mas a terapia foi maioritariamente passiva, pude apenas realizar mobilizações, dissociação de cinturas e outros exercícios que ajudam a "soltar" os movimentos. Porém, a sala não permite grandes manobras para realização de exercícios activos. No segundo dia, estivemos na sala do Dinis. Correu melhor do que na salinha, mas conforme aumentava o número de meninos, a atenção evidentemente dispersava. Fizemos exercícios activos nos primeiros minutos e, mais para o final, passamos a parte passiva devido à questão da atenção. Acho que correrão bem as terapias na sala, também conversei com a Paula sobre o espaço exterior e ela disse que podemos usar, assim que estiver bom tempo. Algumas actividades na outra escola estavam em aquisição e muito próximas de serem adquiridas, tais como a colocação consistente da chave na fechadura e o subir em pé para o colchão e andar sobre ele sem apoio. E, é claro, o subir e descer de escadas, que já não podemos trabalhar. Estamos trabalhando outras vertentes mas não queria deixar estas para trás. Estou disponível sempre para trabalhar com o Dinis qualquer questão que acham pertinente ou que verifiquem que ele apresenta alguma dificuldade.



E os pézinhos do nosso rapaz? Esta semana ele está fantástico, tem demonstrado muito mais segurança para fazer tudo que proponho, tem estado super bem disposto, vem sempre ter comigo sem fazer charme, aceita as regras... enfim, estou contente com o trabalho que estamos desenvolvendo. Ele hoje esteve sempre a saltar, era só eu saltar e ele saltava em seguida, com os dois pés fora do chão, de forma simétrica. Até fez para o Sérgio ver!

ter 28-06-2011 21:54



Ana Carolina Pedroso Bernardo [terapeuta_carolina@hotmail.com]


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